Ansiedade Infantil.

Diversos fatores podem estar relacionados ao transtorno de ansiedade em crianças e adolescentes, fatores genéticos, biológicos, ambientais e individuais… A ansiedade é uma emoção normal adaptativa, ajuda-nos a lidar com dificuldades bem como com situações desafiadoras e perigosas.

Encontra-se frequentemente na vida do individuo, quando estamos preocupados, chateados ou estressados com algo para dar conta nosso estado emocional fica abalado.

Porém a ansiedade se torna um problema quando ela interfere no cotidiano da criança, impossibilitando-a de desfrutar de sua vida de forma habitual, quando começa interferir na sua relação familiar, escolar, afetiva e social. Quando não tratada pode desencadear outras patologias.

A ansiedade se caracteriza como um estado emocional com componentes psicológicos e fisiológicos, que faz parte do desenvolvimento do indivíduo, podendo tornar-se patológica quando acontece de forma exagerada e sem uma situação real ameaçadora que a desencadeie. É definida como um estado emocional desconfortável e uma inquietação interna desagradável. As causas mais comuns da ansiedade não são de natureza biológica, mas sim psicológicas interpretadas à luz de conceitos, crenças e valores formulados por uma comunidade sociocultural (Dalgalarrondo, 2000).

Os transtornos de ansiedade próprios da infância e mais comuns são: transtornos de ansiedade fóbica, transtorno de ansiedade social e transtornos de ansiedade de separação.  Encontra-se entre as doenças psiquiátricas mais comuns em crianças e adolescentes, perdendo para os transtornos de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e de conduta. Ela pode se manifestar de forma somática e fisiológica ( taquicardia, dispnéia, vasoconstrição ou dilatação, tremores, sudorese, tontura,etc.) acompanhada por manifestações psíquicas ( apreensão, inquietação interna, desconforto mental, sensação de que algo de ruim vai acontecer, etc.). A inquietação pode estar ligada a situações a serem enfrentadas no dia-a-dia, como à véspera de uma prova, um novo emprego, uma mudança de casa, uma viagem, quanto pode ocorrer sem nenhuma causa objetiva aparente (Castillo, Recondo, Asbahr & Manfro, 2000).

O transtorno é acompanhado de uma série de sensações físicas, tais como: palidez, palpitações, falta de ar, boca seca, tremores, sudorese nas mãos e pés, etc, manifestando-se de forma generalizada, que mobiliza todo o organismo pelos mais variados estímulos.

Dicas:

É fundamental os pais ficarem atentos aos primeiros sinais emocionais da criança, como tristeza, medo, preocupação excessiva, alteração de humor, dificuldades para dormir, sono agitado, comportamento de crise de choro, isolamento… para ajudar a criança a lidar com as suas dificuldades procure sempre a orientação de um profissional qualificado.

REFERÊNCIAS

Castillo, A. R. G. L., Recondo, R., Asbahr, F. R. & Manfro, G. G. (2000). Transtornos de ansiedade. Revista Brasileira de Psiquiatria. vol. 22 (2, supl), pp 20-23.

Dalgalarrondo, P. (2000). Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Artes Médicas, Porto Alegre.

REVISTA BRASILEIRA DE TERAPIAS COGNITIVAS, 2010, Volume 6, Número 1 Monique Cabral Caíres ; Helene Shinohara, Transtornos de Ansiedade na Criança: Um olhar nas comunidades

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