O papel da Fantasia na Infância

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A fantasia tem na infância uma função muito importante. As crianças aprendem e se desenvolvem através do uso da fantasia.

Ela ajuda a criança a entender o que se passa ao seu redor, contribuindo também para formação da sua personalidade.

A criança expressa suas preocupações através dos personagens que escolhe e das histórias que cria. Por exemplo: uma criança pode fantasiar ser médico quando deseja cuidar de alguém de quem gosta e que esteve ou está doente. Ela pode fantasiar ser um super-herói procurando compensar a fragilidade que sente.

Sendo uma forte aliada à brincadeira contribuem para que a criança reconheça seus sentimentos, entre eles a agressividade. Através da fantasia a criança aprende a controlar este sentimento, buscando também uma forma socialmente aceita para descarregar sua energia agressiva.

Ela varia conforme a idade. No início da vida a criança aprende muito através da imitação. Já com dois ou três anos a tendência a imitar é substituída pelo desejo de se tornar àquela pessoa. Porém nesta idade já tem a noção da fantasia e da realidade e à medida que vai crescendo maior é esta noção de limites entre a ficção e o mundo real.

À medida que os conhecimentos e as experiências aumentam a criança passa a se tornar capaz de ampliar seu poder de fantasia. Quando alguns pedaços de folhas e terra podem se transformar em comida.

Entre os cinco e oito anos, quando a criança possui a capacidade de simbolização mais formada, ela passa então a poder fantasiar algo sem necessariamente ter o objeto.

Algumas vezes os pais se assustam com as fantasias dos filhos pensando que estas possam expressar a realidade. Uma das preocupações que os pais têm é quando, por exemplo: seu filho se fantasia de menina. O fato de um menino se fantasiar de menina não quer dizer que será um homossexual no futuro. A criança poderá com isto estar trabalhando seus aspectos masculinos e femininos, aprendendo a noção de cada papel.

Mas, qual terá sido nosso papel na construção da personalidade dessa criança? Será que ela possui caracteres de nossa individualidade, resíduos de nossos vícios e manias, preferências e crenças, ou objetivos existenciais semelhantes? Será ela uma cópia psicológica malfeita de nós mesmos, ou um conglomerado dos muitos personagens que povoaram seu entorno enquanto crescia?

É um engano imaginar que os mitos são facilmente desfeitos na mente de uma criança, um exemplo, são os adultos, ainda repletos de superstições e inumeráveis crenças. A ciência pode desfazer o mito, mas não pode fazer a mesma coisa com nossas memórias. Aquelas convicções, lá no fundo, continuarão a existir na forma de esperança. Antes era mito, agora é ideologia sectária.

Na pré-adolescência a criança passa a conter suas fantasias, querendo maior privacidade e passando a brincadeiras com regras pré-estabelecidas. Esta escolha de brincadeira ocorre possibilitando a preparação para a nova fase que se anuncia: a adolescência.

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