Nasce um novo ser, uma nova Educação?

baby holding human finger

Foto por Wayne Evans em Pexels.com

O bebê ao nascer chora porque o ar é frio, esse é o primeiro contado com o mundo que a espera. Nasce de uma junção de DNAs pronta para absorver o máximo possível de sensações, experiências e aprendizados nesse novo universo para ela. Junto com essa criança nasce uma mãe e um pai que juntos formam uma nova família.

Mamãe e papai agora se unem para educar e formar um novo ser humano a partir das suas expectativas, experiências, aprendizados, frustrações, alegrias e tristezas.

Quem nunca ouviu essa frase “para o meu filho vou dar tudo o que não tive” esquecemos que nossos pais nos deram tudo o que tinham também, mas na busca de sempre fazer diferente e melhor nos equivocamos na educação dos pequenos.

Trata-se de uma lógica bastante simples: se uma coisa não nos agrada por que razão se perpetua ao longo das gerações, passando de pai para filho, na forma de uma caixa de presente de grego, cujo conteúdo contém violência, injustiça, preconceito, inveja, problemas e conflitos sem fim.

Por que continuamos repassando para nossos filhos as mesmas contendas dos seus antepassados, e também as angústias e os medos? Será que como educadores e pais ainda não fomos capazes de perceber nada disso?  Inclusive os ciclos repetitivos com seus padrões comportamentais doentes, responsáveis diretos pela criação de uma geração de indivíduos psicologicamente semelhantes aos antigos? Especialmente como pais, será que não replicamos em nossos filhos uma cópia de nossas angústias pessoais, caprichos e tradições, exatamente como também já fizeram conosco nossos pais, avós e bisavós?

Refletir sobre a educação e reconhecer onde está o problema deveria ser a primeira providência a ser tomada por aquele que realmente está interessado em solucioná-lo. Mudar é preciso e devemos começar de dentro pra fora, ou seja, dentro de nossas casas.

E em meio a tudo isso, como inquilinos recém chegados, estão nossas crianças. É necessário um pensar mais atento em nosso modelo pedagógico, seja o doméstico adotado dentro de nossas casas, ou o acadêmico praticado pelas escolas.

Se pais e educadores querem formar nossos filhos na forma de homens mais equilibrados e justos, em primeiro lugar, precisamos estar cientes de que todas as deformações sociais têm como origem nosso modelo de conduta, o mesmo anteriormente adotado por nossos antecessores. São os dogmas, as crenças incontestáveis, as ideologias e costumes, enfim, todo repertório comportamental contido nesse milenar acervo psicológico, e aceito sem resistência como itens necessários ao nosso viver.

A solução não virá de fora, de uma espécie de entidade mágica capaz de materializar-se com a intenção de resolver nossos problemas a troco de agrados, oferendas, rituais, penitências e sacrifícios, só assim, pela negação de tudo isso, poderemos juntos, com seriedade e com reflexão tentar melhorar o ser humano de amanhã.

 

 

 

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